Neste guia
  1. O que é colágeno
  2. Os três tipos que aparecem no rótulo
  3. O que dá para prometer e o que não dá
  4. Pó, cápsula ou comprimido
  5. Como ler o rótulo
  6. Preço: compare a dose, não o pote
  7. Ofertas de colágeno
  8. Perguntas frequentes
  9. Fontes

Como escolher colágeno: hidrolisado, peptídeos e tipo 2, e o que a Anvisa permite prometer

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Colágeno virou sinônimo de pele bonita, mas a palavra no pote esconde produtos bem diferentes. Uns funcionam com gramas por dia, outros com miligramas, e alguns só entregam proteína. A Capi 🦫 explica como separar um do outro e o que a Anvisa permite prometer.

O que é colágeno

Colágeno é a principal proteína estrutural do corpo: está na pele, nos ossos, nos tendões e nas cartilagens. O corpo fabrica o próprio colágeno a partir dos aminoácidos da alimentação. O colágeno dos suplementos vem de pele, ossos ou cartilagem de animais (boi, porco, peixe, frango).

Um detalhe técnico importante: como proteína, o colágeno é incompleto. Ele quase não tem triptofano, um aminoácido essencial. Por isso, para "bater a proteína do dia", ele não substitui whey, carne, ovo ou leguminosas.

Os três tipos que aparecem no rótulo

No Brasil, colágeno em suplemento segue a RDC nº 243/2018 e a IN nº 28/2018 da Anvisa. Segundo a Anvisa, ele pode entrar no produto de três formas, cada uma com uma dose mínima diferente.

1. Colágeno hidrolisado como fonte de proteína

É o colágeno "quebrado" em pedaços menores, que se dissolve fácil em água. Quando o produto é vendido como fonte de proteína, a Anvisa exige pelo menos 8,4 g de proteína na recomendação diária para adultos. É o colágeno em pó mais comum e o mais barato por grama.

2. Peptídeos bioativos de colágeno (2 kDa)

São fragmentos de colágeno hidrolisado com tamanho médio controlado (peso molecular médio de 2 kDa). A Anvisa autorizou a alegação "auxiliam na manutenção da saúde da pele" só para produtos com pelo menos 2,5 g desses peptídeos na recomendação diária. Algumas marcas de matéria-prima registradas aparecem no rótulo com nome comercial.

3. Colágeno tipo 2 não desnaturado

Vem da cartilagem de frango e é processado sem desnaturar a estrutura. Funciona em doses pequenas: a Anvisa exige pelo menos 1,2 mg de colágeno tipo 2 não desnaturado (e 10 mg de colágeno total) para a alegação "auxilia na manutenção da função articular". Por isso vem em cápsulas pequenas, e não em pó.

Atenção: "colágeno tipo 2" sem "não desnaturado" não é a mesma coisa. Confira o nome do ingrediente.

Segundo a Anvisa, os produtos com colágeno como substância bioativa (os tipos 2 e 3 acima) são restritos a adultos acima de 19 anos e devem trazer a frase "Este produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes e crianças".

O que dá para prometer e o que não dá

A RDC nº 243/2018 diz que só valem as alegações da lista oficial da IN nº 28/2018, sem variações de texto. Para colágeno, as alegações de propriedade funcional aprovadas são as duas acima: saúde da pele (peptídeos 2 kDa, com 2,5 g) e função articular (tipo 2 não desnaturado).

Promessas como "rejuvenesce", "acaba com as rugas", "fortalece cabelo e unhas" ou "antissinais" atribuídas ao colágeno não estão na lista. Vitaminas e minerais misturados no produto podem ter alegações próprias (a vitamina C, por exemplo, tem alegação ligada à formação de colágeno), mas aí o benefício é da vitamina, não do colágeno.

Pó, cápsula ou comprimido

Faça a conta: quantidade de colágeno por dose × doses por dia, e compare com a dose mínima da alegação que o produto usa.

Como ler o rótulo

  1. Nome do ingrediente: colágeno hidrolisado, peptídeos bioativos de colágeno ou colágeno tipo 2 não desnaturado?
  2. Quantidade por dose diária: em gramas (hidrolisado/peptídeos) ou miligramas (tipo 2)?
  3. Alegação usada: bate com a dose mínima exigida pela Anvisa?
  4. Lista de ingredientes: em ordem decrescente. Se açúcar ou maltodextrina vêm antes do colágeno, tem pouco colágeno.
  5. Frase de advertência para gestantes, lactantes e crianças, quando for substância bioativa.
  6. Origem (bovina, suína, peixe, frango), importante para quem tem alergia ou restrição alimentar.

Preço: compare a dose, não o pote

Divida o preço do pote pelo número de doses diárias que ele rende, e compare só produtos do mesmo tipo de colágeno. Pote de 30 cápsulas de tipo 2 e lata de 300 g de hidrolisado não são comparáveis.

🦫 A Capi não é nutricionista! Este guia é informativo. Quem tem doença renal, alergia, está grávida ou amamentando deve conversar com um profissional antes de usar suplementos.

Ofertas de colágeno

Os preços abaixo são os que a Toca da Capi encontrou nos últimos dias e podem mudar a qualquer momento. Confira o tipo de colágeno, a dose diária e a quantidade de doses na loja antes de comprar.

Colágeno hidrolisado e peptídeos

Colágeno tipo 2

Perguntas frequentes

Gelatina tem colágeno?

Gelatina é colágeno parcialmente processado e também está na lista da Anvisa como fonte de proteína. Mas gelatina de sobremesa pronta tem muito açúcar e pouca proteína por porção.

Colágeno substitui whey?

Não. Como proteína, o colágeno é incompleto. Se o objetivo é completar a proteína do dia, whey ou comida de verdade funcionam melhor.

Posso tomar colágeno grávida?

Os produtos com colágeno como substância bioativa trazem, por exigência da Anvisa, a frase de que não devem ser consumidos por gestantes, lactantes e crianças. Fale com o seu médico.

Fontes

  1. Anvisa — RDC nº 243/2018 (requisitos sanitários dos suplementos alimentares)
  2. Anvisa — IN nº 28/2018 (listas de constituintes, limites, alegações e rotulagem)
  3. Anvisa — IN nº 470/2026 (atualiza a IN nº 28/2018)
  4. Anvisa — Perguntas e respostas sobre suplementos alimentares (9ª edição, 2025)

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